Quando a Fome Mata e a Indiferença Governa
Poema de indignação e humanidade
Ismênia Silva
Meu coração se entristece ao olhar para o mundo,
Tanta dor escondida, tanto sofrimento profundo,
Tem gente sem pão, sem teto, sem esperança,
Enquanto o desperdício se espalha e avança.
É triste saber que alguém vai dormir sem jantar,
Enquanto tantos têm tanto e não sabem compartilhar,
Há mesas fartas, luxo, riqueza e ostentação,
E crianças procurando um pedaço de pão.
Nos hospitais, a espera parece não ter fim,
Gente clamando por vida, sofrendo assim,
Nas filas, há lágrimas, desespero e dor,
Enquanto falta cuidado, respeito e amor.
E os grandes gastando como se tudo fosse seu,
Esquecendo que o dinheiro do povo não nasceu
Para alimentar vaidades, luxos e ambição,
Mas para dar dignidade a cada cidadão.
Quantas crianças ainda terão que chorar?
Quantas mães sem ter o que oferecer ou preparar?
Quantos inocentes terão que partir
Antes que alguém se levante para ouvir?
Que tristeza ver a fome tirar uma vida,
Uma infância interrompida, uma esperança ferida,
Enquanto alguns acumulam riqueza sem medida
Há famílias lutando pela própria comida.
Não é justo, não é humano, não dá para aceitar,
Ver o povo sofrendo e ninguém se importar,
O poder deveria servir, jamais explorar,
E quem governa precisa aprender a cuidar.
Não quero um mundo de luxo e aparência,
Quero mais justiça, amor e consciência,
Que a fome não seja sentença de morte,
Que a saúde seja direito, não questão de sorte.
E se ainda existe humanidade no coração,
Que ela desperte diante de tanta aflição,
Pois nenhuma riqueza vale mais que uma vida,
E nenhuma criança deveria morrer de fome, esquecida.
Que a nossa indignação não se cale diante da injustiça. Porque um povo com fome não precisa de promessas, precisa de dignidade, respeito e pão sobre a mesa.
— Ismênia Silva 🌹